Oi gente!
Uma das lembranças mais legais que eu tenho é da primeira vez que eu me vi acima de 1,80 metros de altura. Até então, o máximo que eu havia alcançado era o ombro do meu pai, altíssimo. E nesse dia inesquecível – porque o mesmo não me deixa esquecer, é sempre uma piada pronta, há uns 14 anos – eu subi no oitavo andar de um prédio, na praia. Não me lembro se era exatamente o oitavo, mas enfim, era alto.
Foi uma das melhores sensações, uma descoberta. Apaixonada pela SandyeJunior, me senti num palco, onde todos lá embaixo, pequenininhos, estavam olhando pra mim. Cantei, dancei, gritei na sacada do pequeno apartamento no Guarujá. As pessoas do prédio da frente com certeza prestavam atenção em todos os meus movimentos, aos quais ficava agradecida ao fim da performance. Os que não olhavam (óbvio que eram muitos, ou todos) pra pequena guria de quatro anos histericamente animada na janela, eram devidamente alertados da minha posição: “Oi gente! Eu tô aqui em cima gente! Oi gente! Aqui em cima!”… Era incansável.
E isso me rende bochechas rosadas e um sorriso sem graça todas as vezes que a história é contada sem parar pra todas as pessoas que ousam freqüentar, nem que por um dia, a minha casa. Até o meu pai se esquecer dela, o que, ao que parece, está fora de cogitação.
E eu lá no alto.
Até.
fevereiro 20, 2009
Não deu vontade de pular?!