Um brinde

Posted On fevereiro 19, 2009

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E como era de se esperar mais uma pauta quente é lançada ao centro do debate brasileiro. O incerto ganha prestígio e entre as tantas especulações o jornalismo perde credibilidade, mais uma vez.
Apuração, cuidado e empenho são palavras que soam freqüentemente nos ouvidos dos tantos alunos deste curso. Entender uma notícia, delimitar uma pauta, buscar uma atuação ética e responsável são aspectos arduamente trabalhados e tão necessários no jornalismo vigente.
Com tão poucos exemplos disso, essa última semana nos mostrou que até aqueles que ainda emanavam um mínimo de credibilidade se utilizaram da publicação de matérias imprecisas em prol de um bom furo jornalístico – a competição do primeiro a publicar.
A crença no rosto lindo de uma jovem brasileira buscando seu sustento em terras geladas contra a incerta e demorada averiguação dos fatos da polícia suíça. E mais uma vez, o imediatismo jornalístico mostra sua cara em manchetes dos tantos meios impressos e virtuais. Como numa seqüência de dominó, onde a primeira peça empurrada torna-se precursora da caída de tantas outras.
Deste desmoronamento e de tamanha imprecisão, os temas mercadológicos ressurgem. Xenofobia amplamente repetida neste caso, assédio sexual em memória ao evento da escola Base, homofobia discutida durante a parada gay. Temas estes, que apesar de uma inegável importância transformam-se em um produto midiático que, no caso de Paula Oliveira, além de um emprego errado da palavra xenofobia, escancarou-se uma errada apuração dos fatos.
O jornalismo visa em suas linhas o relato da verdade. Antes de discutir parcialidade ou partidarismo, o compromisso com o real, com o sólido é indubitavelmente necessário e, diria até, louvável. Cenas como esta, apenas incitam o debate e as lentes das câmeras; como exemplos: o caso Isabella Nardoni, Eloá, a discussão das Olimpíadas na China. Um fluxo de temas conectados ao momento em que a sociedade se encontra.
Os erros acontecem, porém a apuração e a revisão são cruciais no meio jornalístico. Imaginem, daqui há pouco, haverá manchetes com erros de português… ops, isso já ocorreu. Ou pessoas confundindo importantes teólogos brasileiros com ativistas enfurecidos – isso também já aconteceu.
E um viva ao jornalismo!

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